quarta-feira, julho 30, 2014


Quarta-Decor: Como decorar utilizando louças

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Caneca virou porta pincéis de maquiagem, pratos viraram organizadores de acessórios e a gente acumulou mais louça no quarto do que na cozinha. Calma, espere aí... O que está acontecendo? De uns tempos pra cá [com a popularidade e crescimento de blogs e o instagram], tornou-se comum postar fotos como essa:


Como se as louças, objetos comuns do nosso dia-a-dia, foram protagonizando (aos poucos) as fotos tiradas no quarto e a ‘fofurice’ começou se estender à decoração.


Por que acrescentar louças à decoração?
• Misturar objetos às louças torna o ambiente mais criativo
• É uma boa maneira de organizar maquiagens, marcadores de páginas, acessórios...
• Deixa o ambiente com aspecto ‘aconchegante/ confortável’

Por que não acrescentar louças à decoração?
• É preciso cuidado redobrado na organização do cômodo que tenha canecas, copos e pratos decorativos para não acumular muitas louças e tornar o ambiente bagunçado
• Evitar o desleixo: misturar alimento com decoração, deixando canecas de usos variados espalhadas pelos cantos

Como solucionar esse problema [da organização]?
• Investir em/ Comprar mini prateleiras ou cristaleiras para colocar as canecas
• Instalar vários ‘ganchos’ na parede para pendurar as canecas
• Concentrar as louças em uma parte do quarto: ou na penteadeira, ou em um conjunto de prateleiras, ou na estante de livros... Ainda que elas estejam misturadas com outros objetos, ficam mais organizadas em ‘uma parte [um lado] só’ do ambiente

Cozinha de bonecas
É claro que a ‘tendência’ de louças em quartos não tira a beleza de se investir em conjuntos para a cozinha. Tons claros e florais combinam muito bem entre si, para uma típica decoração vintage, feminina, cottage.


Vocês têm investido em louças novas para a decoração? Já cogitaram acrescentá-las no quarto ou na sala?

[O sal da vida] ... Colher mirtilos silvestres, catar conchas numa praia de águas cristalinas, contemplar a sua cozinha, quarto ou escritórios reformados, revirar na boca palavras esquisitas (esgrouviado, antífona, mitridatismo, estrôncio, hápax...). (Françoise Héritier, trecho do livro ‘O Sal da Vida’, página 31)


terça-feira, julho 29, 2014


Look do Dia | Sugestão de diálogo

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Demorei algum tempo para entender o ‘lance’ do estilo. Demorei a entender que poderia me divertir com a moda e que ela estaria do meu lado - a meu favor - desde que eu entendesse uma regra clara: eu é que tinha que mandar nela. Fui mais leve quando aceitei que não precisava ‘comprar uma tendência’ que todos a minha volta estavam usando. A gente se torna mais leve. Hoje em dia, quando ouço falar em ‘moda’, não tomo como perda de tempo ou futilidade. Semelhantemente ao que faria se me perguntassem sobre um primo ou colega, digo ‘a moda vai bem!’, porque eu é que construo a minha.
A minha prima Aline (foto) me ajudou a entender um pouquinho disso tudo. Sempre teve estilo e escolhas próprias, bem singulares. Hoje em dia, se você procurar no meu guarda-roupa e no dela, vai ver uma série de peças iguais - embora a gente nunca as use de forma semelhante. Isso é estilo. É juntar coisas [referências, épocas, tecidos, cores]; Formar outras. A Aline tem um street style que me surpreende: parece ter nascido em Londres; É capaz de misturar pena com estampa tie-dye, salto e lantejoula [não tente isso em casa] e se sair bem. Eu? Sou clássica. Aposto no preto e branco, na estampa de bolinha e em blazer. No arroz com feijão.
O meu look do dia (o do fim de semana) é *apenas* um exemplo de que, apesar do estilo mais clássica e romântica, também posso ‘brincar’ com outros estilos. Ser mais ‘Aline’, menos fechada. A moda é apenas uma sugestão de diálogo. Conhecendo o nosso corpo e sabendo equilibrar as coisas [vejam o meu caso: acessórios pretos e a combinação dos tons entre jaqueta e blusa. Vejam o caso da Aline: calça e bota preta, menos chamativos do que a parte de cima do look] podemos construir diálogos diferentes e deixar nosso estilo ter várias vozes. Por que deixar de tentar? A essência tem que ficar em você. Isso, ‘look do dia’ nenhum pode tirar.
Calça; Botinha; Jaqueta laranja: Emme/ Regata de caveira crochê: UQBAR (comprei na GetDress)/ Bolsa: Steve Madden


Não — o que estamos tentando fazer é imaginar se todas as pessoas naquele dia vão ‘entender’ o que estamos usando; se estamos ‘transmitindo’ a mensagem certa em uma conversa cheia de nuances. Porque a moda é apenas uma sugestão de diálogo — como aqueles discursos de padrinho de casamento que a gente baixa na internet. As mulheres supostamente devem apresentar sua versão personalizada disso. Nós supostamente devemos falar do fundo do coração com o que vestimos. (Caitlin Moran, trecho do livro ‘Como ser mulher’, página 159)


segunda-feira, julho 28, 2014


Sobre as palavras | 5 coisas que eu aprendi lendo

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Aprendi a identificar relacionamentos furados com Clarissa Corrêa. Resgatei fatos históricos e mergulhei numa doença terminal com John Green. Viajei à Carolina do Norte algumas vezes com Nicholas Sparks. Mergulhei no mundo fashion e nas noitadas (e algumas furadas!) com Marian Keys e Sophie Kinsella. Caramba, já aprendi um monte com livros! Registrei, aqui, alguns aprendizados sobre a escrita dentro dos próprios livros... Especialmente para os leitores que, assim como eu, amam o mundo das palavras.

♥♥♥

1• Nossas experiências pessoais enriquecem a nossa escrita
É simples: basta pensar em algo que você goste muito ou em um fato que tenha marcado a sua vida. Pense nos detalhes, nas falas, nos seus sentimentos e em tudo o que você poderia escrever sobre isso. Na escrita, somos facilmente influenciáveis por nossos gostos, pontos de vistas, hobbies e pela nossa realidade.

Trecho do livro
De todo jeito, o Sr. Barlow sempre lhe dizia que a melhor escrita vem da experiência pessoal. “Somente sendo você mesma é possível ser mais que você mesma”, ele gostava de dizer sempre que lia seus rascunhos. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, páginas 40-41)


2• Escrever é uma forma de viajar
... E um ponto de fuga. Podemos nos distanciar da realidade, explorando lugares inimagináveis, sociedades ou criaturas diferentes e possibilidades infinitas. Lendo e escrevendo, nos transportamos para lugares mais leves, fortes, grandiosos... Uma verdadeira maneira de descobrir o mundo, explorá-lo e criar o seu próprio. Quero fazer mochilão de palavras!

Trecho do livro
Escrever, lógico, me oferece várias oportunidades de fuga. Estou onde estou, fisicamente, mas também não estou: inventando meu próprio lago, pátio, horizonte. (Martha Medeiros, trecho do livro ‘A graça da coisa’, página 10)


3• Na escrita, somos todos corajosos
A escrita pode ser o pronunciamento das palavras que nunca falaremos em alto e bom som. Sabe aquela vontade imensa de gritar os seus anseios, medos, alegrias e inseguranças? Ela pode ser preenchida em uma folha em branco - coisas que jamais diremos (ou estão aprisionadas em nós) tem a válvula de escape da escrita. Escrever, muitas vezes, é mais fácil (uma ótima oportunidade de desabafo, em muitos casos).

Trecho do livro
Eu escrevo mais do que falo. Olho para a página em branco. As linhas azul-claras gritam para serem preenchidas. (Karen Harrington, trecho do livro ‘Claros sinais de loucura’, página 44)


4• Escrever é reviver. Guardar um texto, uma eterna lembrança
Na escrita, nada é perdido. Nem mesmo as dores e desentendimentos. Semelhantemente ao que acontece ouvindo uma música triste ou feliz, ao escrever um texto, estamos nos expondo, vivendo e sentindo tudo aquilo de novo... O resultado é uma eterna lembrança (para aqueles que guardam os seus textos).

Trecho do livro
— Não se castigue — a menina a ouviu dizer outra vez. Mas haveria castigo e sofrimento, e haveria também felicidade. Em escrever. (Markus Zusak, trecho do livro ‘A menina que roubava livros’, página 455) 


5• Escrever é prestar solidariedade: à si mesmo e aos outros
... Afinal, há muita gente sentindo ou passando pelo mesmo que você agora. Identificar-se em um livro ou texto é uma maneira sutil de pensar ‘ufa, eu não estou sozinho’. Escrever é isso: um alívio - ao artista e ao leitor; Àquele que expulsa tudo o que sente na folha, àquele que encontra alguém que o compreenda.

Trecho do livro
“E daí? E daí que a dor sobre a qual você escreveu ano passado não é o que você está sentindo hoje? Pode ser exatamente o que a pessoa na primeira fila está sentindo. O que você está sentindo agora, e a pessoa a quem suas palavras talvez afetem daqui a cinco anos — é por isso que se escreve poesia.” (Colleen Hoover, trecho do livro ‘Métrica’, página 229)

Imagens: Carolina Barboza; Just Carol; @blogjustcarol

O que vocês já aprenderam lendo? Identificaram-se com algum aprendizado? 


        Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
        preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
        Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
        lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
        A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
        Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê? 
(Paulo Leminski, trecho do livro ‘Toda Poesia’, página 218)


domingo, julho 27, 2014


Resumo + Instagram da Semana

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Brasil sobe uma posição no ranking do IDH. Paris é primeiro destino mundial. Turistas brasileiros são os que mais gastam em Paris. Dois desastres aéreos acontecem. E, no meio disso tudo, perdas literárias (Rubem Alves, João Ubaldo e Ariano Suassuna) - perdas em parte, já que as palavras ficam. Nada é mais reconfortante do que a vida e aquele ‘impulso’ de continuar buscando, torcendo e lutando sempre que possível... Experiências, reconhecimentos e lembranças ficam. Que o céu ganhe uma linda história contada por grandes nomes e sábios desse mundo! Vamos relembrar os posts da semana que passou? O que você mais gostou de ver por aqui?

Quinta-feira: Resenha: As herdeiras #1 


Instagram da Semana @blogjustcarol
Japanese food * Leitura atual * Meu humor que nem minion roxo no domingo à noite! rsrs * Stabilo♥ * Eu-franjinha * Livro em quadrinhos ‘Três sombras’ * Marcador de páginas ‘Got books?’ novo♥ * Look com sobreposição no blog * Decoração do meu quarto!
Ai, e a dieta? * Resenha da semana * Dalcio Machado para o Correio Popular * Ai, e a dieta? (2) * Selfie no fim do expediente! * Desconto na Livraria da Vila♥


Música da semana



sábado, julho 26, 2014


Pensamento do Dia | Quero ser escritor

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[25 de julho, dia do escritor]
Imagem: Confessions of a beauty queen

— Peraí — disse ela. — É O grande Gatsby?
Ele ficou imóvel e levantou o olhar para ela, surpreso.
— É.
— Que engraçado — disse ela. — Também estou lendo. Estou meio que obcecada por ele.
— Eu também. — Ele tirou o livro da mochila. Seu exemplar estava ainda mais amassado e surrado que o dela. — Terminei faz um tempo, mas ainda carrego comigo — disse ele, folheando as páginas. — É como se fosse um pé de coelho ou coisa do tipo. — Ele deu de ombros, tímido. — Quero ser escritor. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, página 34)


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