segunda-feira, novembro 24, 2014


Viagem à Brotas | O que fazer?

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Verde por todos os lados, riquezas e paisagens naturais fazem de Brotas, cidade do interior de São Paulo, uma referência não só na prática de esportes de aventura, como também na preservação e beleza ecológica, com zelo da fauna e flora local. Eu viajei à Brotas na última quinta-feira (20) e vou mostrar um pouco do que vi em uma série de postagens ‘Viagem à Brotas’.

Aventura, natureza e relaxamento
Com atividades ‘democráticas’, há opções de aventura e relaxamento em Brotas. No primeiro caso, há agências especializadas no centro da cidade, com opções variadas de esportes (Rafting é o mais tradicional) e passeios (como o Aventurah! Ecoparque); No caso do turismo mais ‘light’ e tranquilo, há a opção de bistrô, restaurantes, pousadas aconchegantes e fazendas (como a Areia que canta).

• Aventurah! Ecoparque
Parque com mais de 20 atividades ao ar livre incluindo piscina, lagos para pesca, cachoeira, vestiários e lanchonete. A entrada (por pessoa) é R$ 18 e as atividades (rafting, arvorismo, tirolesa, quadriciclo...) variam entre R$ 12 - 220. Opinião pessoal: compensa escolher algumas atividades individuais e passar meio período no parque. Apesar da lanchonete e restaurante do ‘Aventurah!’, o centro de Brotas oferece opções gastronômicas mais interessantes!

• Areia que canta
Hotel fazenda (aberto também ao público, para visitação) com equipamentos de lazer espalhados por toda a fazenda. As atividades estimulam o descanso, a interação com a natureza e o resgate das tradições culturais da fazenda e do interior. Estão incluídas atividades contemplativas e de integração com a natureza, no campo, atividades culturais, no lago, de descanso e relaxamento (com redário, pomar, pesca esportiva, massagem das águas, cavalgada...), além de um restaurante com receitas tradicionais do interior paulista. As taxas variam conforme a atividade desejada (geralmente, R$ 40 por atividade ou restaurante). 
Massagem dos pés no caminho dos seixos

No Circuito das Águas, um dos passeios da fazenda, está a ‘Areia que Canta’, nascente gigante que deu nome ao hotel e brota em meio a uma areia muito branca, feita de finíssimos grãos de quartzo, que produzem som de cuíca quando friccionados.

Artesanato & cultura
A cultura popular da cidade está contida na típica rotina interiorana. A gastronomia tem como destaque a culinária caipira, cujo principal atrativo é o fogão à lenha utilizado até hoje por grande parte da população rural. O artesanato conta com produtos como bordados e doces caseiros, licores, queijos, mel e geleias. (via

Dica: Xique-Xique Ateliê. Localizado no centro de Brotas, o Xique-Xique traz uma série de trabalhos manuais originais, exclusivos e criativos para presentear e decorar. São vários ambientes coloridos e delicados cheio de inspiração! Vale a visita.

Dicas! Dicas! Dicas! 
• Não se esqueça de levar repelente, tênis e muitas roupas confortáveis (que possam molhar!).
• Se optar por fazer muitos esportes de aventura, procure hoteis e pousadas mais econômicas. 
• Preço médio das atividades (por pessoa): Rafting R$ 100, Tirolesas R$ 80, Trilhas R$ 40, Arvorismo R$ 40 (e outras atividades sob consulta).
• Dicas de pousadas confortáveis e com bom custo benefício: Hotel Pousada Natural e Hotel Pousada do Lago // Fotografia: Carol Barboza

Vocês já foram à Brotas? Prefeririam relaxar ou se aventurar?

O sol brilhava lá fora no jardim, evocando todos os tons de verde e de azul e de vermelho. Jasmins do céu e rosas e as flores na laranjeira, tudo estava vivo e parecia luzir. (Leticia Wierzchowski, trecho do livro ‘Sal’, página 12)

segunda-feira, novembro 17, 2014


Festival de Food Trucks chega a Campinas

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Longe dos Estados Unidos ou tampouco na Europa, os food trucks — caminhões e espaços móveis que vendem e transportam comida — invadiram as ruas e avenidas brasileiras, adaptando-se ao espaço urbano tropical. Agora, mais afastados da capital, os trucks chegam ao interior de São Paulo.
O primeiro festival de food truck de Campinas aconteceu na última semana (dias 13 e 14 de novembro) no estacionamento do Shopping Parque D. Pedro, onde luzes, caixotes e decoração criaram ambiente country e descontraído. Foram sanduíches, saladas, coxinhas, hamburgueres, risotos, pizzas, brownies, churros, brigadeiros, macarrons, vinhos, cervejas artesanais e especialidades da culinária de outras nacionalidades em mais de trinta opções gastronômicas. Os restaurantes sobre rodas mostraram uma linha de comidas personalizadas gourmet em valores relativamente mais acessíveis (R$ 15-30). Acompanhem! ♥



Fotografia e vídeo: Carolina Barboza

Vocês já tiveram alguma experiência gastronômica com um food truck? Curtem a novidade?

O mundo existe por meio dos nossos sentidos, antes de existir de maneira ordenada no nosso pensamento, e temos de fazer de tudo para conservar, ao longo da vida, essa faculdade criadora dos sentidos: ver, ouvir, observar, entender, tocar, admirar, acariciar, sentir, cheirar, saborear, ter ‘gosto’ por tudo, por todos, pelo próximo, enfim, pela VIDA. (Françoise Héritier, trecho do livro ‘O Sal da Vida’, página 96)

domingo, novembro 16, 2014


Resumo + Instagram da Semana

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Fazer algumas coisas dá trabalho. Fazer um bolo, uma prova, uma trilha, uma escultura. A gente conta com algumas ajudinhas - habilidades, vocações, contatos, manuais, receitas - mas, no geral, fazer uma coisa bem feita dá muito trabalho. E as pessoas, às vezes sem saber, perdem tanta oportunidade [boa] quando deixam de fazer algo bem feito por pura preguiça! Ah, se soubessem. Que não me falte trabalho de provar que aquilo que me cabe fazer, vai sair da minha melhor maneira, dentro das minhas limitações. Vamos recapitular o que aconteceu por aqui nos últimos dias?


Quinta-feira: Resenha: Nada 
Sexta-feira: -


Instagram da Semana @blogjustcarol
Ser luz e manter a luz * Decor com animais * Sorvete e Disney♥

Festival de Food Trucks em Campinas! * Resenha literária da semana * Prima-parceira-irmã

Entrevista Gastronômica no Chica Paletera * Laurinha♥ * Céu azul que nem macaron!


Música da semana


sábado, novembro 15, 2014


Pensamento do Dia | Feliz sozinho

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Imagem: Andy Sabis 

É como se você jogasse a sua felicidade no colo do outro e dissesse: ‘Toma, agora você é o responsável por ela. Me faça feliz’. E é aí que está todo o problema. Você deve primeiro aprender a ter êxito satisfazendo as suas necessidades para depois se relacionar com alguém. Só é feliz a dois quem já é feliz sozinho. (Isabela Freitas, trecho do livro ‘Não se apega, não’, páginas 38-39)

quinta-feira, novembro 13, 2014


Resenha: Nada

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[Alguma coisa. Muitas coisas. Significado! -página 35]
Título: Nada
Autora: Janne Teller
Editora: Record
Número de páginas: 128
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (muito bom)
Assuntos abordados: o sentido da vida, a valorização de bens pessoais e materiais, 
Ideal para ler... Em dias chuvosos, na tarde de domingo, em momentos de reflexão
São projetos, sonhos e estudos. A constituição de uma família, a busca por uma profissão, os desafios da vida adulta e a descoberta de vocações e hobbies. Uma vida inteira pela frente! Um tempo imenso de dedicação, esforço e trabalho para... ‘Não tenho tempo para nada!’. Crescer não é fácil: etapas e mais etapas nos levam ao acúmulo de tarefas e atividades, enquanto lutamos contra o relógio. — É uma perda de tempo — gritou, um dia. — Porque tudo só começa para acabar. Você começa a morrer no instante em que nasce. E isso vale para tudo. (página 9) E se, de repente, descobríssemos que nada disso tem sentido? — Nada importa — afirmou. — Disso eu já sei faz muito tempo. Então não vale a pena fazer nada. Acabo de descobrir isso. (página 7)
A questão é que, para o estudante da 7ª série Pierre Anthon, nada disso tem sentido. Ainda que jovem, uma ideia parece lhe martelar a cabeça: a descrença de uma vida com oportunidades, dádivas e propósitos. Pierre simplesmente deixa de ir à escola, após a descoberta, para dedicar o resto dos seus dias ao nada. Fazer nada. — Se nada importa, é melhor não fazer nada do que fazer algo. (página 20) Essa decisão, no entanto, acaba impactando a vida (e, mais do que isso, instigando a percepção de vida) entre os (ex) colegas de sala. Todos os dias, quando os alunos caminham para a escola, o desacreditado Pierre Anthon grita provocações às crianças do alto de uma ameixeira. — Por que não reconhecer logo que nada importa e aproveitar o nada que existe no presente? (página 21)
Incomodadas com os questionamentos e as provocações de Pierre, dia após dia, os demais alunos da 7ª série decidem tomar uma atitude para mostrar a ele que a vida tem sentido. Uma das ideias, dessa iniciativa, é a chamada ‘pilha de significados’, que consiste na construção de uma torre com os mais diversos (bizarros, inusitados e nada comum) objetos que representam algo muito importante na vida da pessoa a quem eles pertencem. Eu e alguns outros andamos de casa em casa, perguntando aos donos se poderiam nos dar alguma coisa que tivesse significado para eles. Fecharam-nos a porta na cara uma ou duas vezes, mas também conseguimos as coisas mais estranhas. Os idosos foram os melhores. Deram-nos cachorros de porcelana que podiam acenar a cabeça e que tinham apenas pequenas rachaduras, fotografias de pais que haviam falecido fazia tempo ou brinquedos de filhos crescidos. (página 24)
‘Nada’ é narrado por uma das alunas da 7ª série e, conforme a ‘pilha de significados’ vai sendo construída, há uma análise e uma percepção de cada personalidade das crianças envolvidas no projeto (e como elas se relacionam com os objetos; o que os gostos e as crenças que envolvem esses objetos têm a dizer a seu respeito). Havíamos acabado de começar o sétimo ano e éramos todos tão modernos e conhecedores da vida e do mundo que sabíamos muito bem que tudo se tratava mais de como as coisas pareciam ser do que de como de fato eram. De qualquer forma, o mais importante era se tornar algo que realmente parecesse ser algo. (página 13)
A narrativa é crítica e leve, intercalada por momentos repentinamente pesados e tristes. Ao final, ‘Nada’ (como um todo) é uma leitura bastante impactante, relativamente equilibrada (entre os trechos tristes e inusitados) e reflexiva; Um estímulo aos pensamentos mais profundos sobre os sentidos de nossas próprias vidas - e do ‘nada’ que, indiscutivelmente, aparece (ou pode aparecer) em momentos pontuais (de angústia ou tristeza). ‘Nada’ é sinceramente íntimo e poético.

Para você, qual é o sentido da vida? Qual objeto você incluiria na ‘pilha de significados’?

— Temos de provar a Pierre Anthon que algo importa. — Foi tudo o que ela disse, porém era mais do que o suficiente, pois todos soubemos imediatamente o que fazer. (Janne Teller, trecho do livro ‘Nada’, página 22)

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