domingo, janeiro 25, 2015


Até logo! | Quando as coisas se chocam...

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[eu vou ter que reler muitas vezes este post para acreditar em minhas próprias palavras e aprender -- não desistir de tudo, mas abrir mão de algumas coisas; não abraçar o mundo, mas deixar que apenas alguns mapas determinem o roteiro -- a não me prender ao meu planejamento inicial]

Imagem: La lochezia// Não, eu não vou me mudar, pessoal (hehe).


Não dá pra fazer tudo. Só que eu descobri há pouco tempo. Até então, tinha a mania de fazer tudo. Minha mãe falava ‘Olha, filha, você tem que arrumar um jeito de encaixar tudo o que você não abre mão dentro da sua rotina / vida’

Mas o que eu não abro mão?

Eu não abro mão de estudar, trabalhar, ficar magra, ler um livro por semana, escrever, fotografar e manter um blog. Não abro mão. Só que... E se eu tiver que abrir mão? E se eu tiver que ler dois livros por mês, faltar durante a semana na academia e fazer exercícios em casa e estudar durante o meu horário de almoço?

Algumas coisas se chocam.

Não dá pra fazer tudo. Só que eu queria que desse. Eu queria poder fazer tudo. Tudo o que me cabe. Tudo o que me é possível. Tudo, tudo. Tudo dentro das vinte quatro horas todos os dias. Como não posso -- segundo o que eu descobri -- vou apartar as coisas que se chocam e de tempos em tempos terei que me ausentar. Vou ter que estar menos aqui e estar mais lá do outro lado da vida. Mais off[line].

Eu descobri (e é difícil descobrir a essa altura da vida, quando nossa opinião tá forte e definida) que não dá pra cumprir todos os sonhos, nem todas as coisas. E então eu tenho que ser forte (porque é preciso coragem, mesmo, para assumir algumas perdas -- que são mais pessoais do que explícitas) porque não dá pra fazer tudo, mesmo. 

É preciso abrir mão
Estender a mão
E soltar
E carregar menos coisas.

Até logo!
[eu ainda estarei por aqui]
instagram • @blogjustcarol
e-mail • just-carol@uol.com.br



Resumo + Instagram da Semana | Muito doce!

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Muito doce.
Algumas coisas são doces a ponto de serem enjoativas; ao ponto de pedirem água (ou quem sabe alguma coisa salgada). A semana que passou me fez pensar sobre essas coisas... Não, os doces não -- mas as coisas que gostamos muito e, ainda assim, temos que ‘dosar’: diminuir a quantidade ou mesmo equilibrá-las com outras coisas. Vamos acompanhar o que passou por aqui nos últimos dias?
Terça-feira: Crônica | Paisagens 
Quinta-feira: Resenha: Annie 
Sexta-feira: -


Instagram da Semana @blogjustcarol 
Lembrança da minha avó♥ * Primeiras leituras do ano... * Um sorvete a cada meia hora nesse verão!

Paisagens e pessoas * Um ano trabalhando com Jornalismo Agro na INTL FCStone! * Resenha literária da semana

Look * Os pássaros fazendo poesia no meu cotidiano * Mini cupcakes!


Música da semana

sábado, janeiro 24, 2015


Pensamento do Dia | Sobre rosas e espinhos

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[desejos são coisas afiadas]
Imagem: //reprodução


As rosas estão a poucos dias de brotar, seus botões apertados parecendo espinhos mais gordos em meio aos arcos nodosos. Este é um segredo que ninguém conhece - os espinhos de rosa estão mais afiados quando as flores brotam, porque é quando eles têm algo a proteger. Se eu estender minha mão agora, ela voltará ensanguentada. (Diana Peterfreund, trecho do livro ‘O livro dos vilões’, página 209)


Queria roubar sua noite especial, mas desejos são coisas afiadas e espinhosas, e não percebi quão fundo os meus poderiam ferir. (Diana Peterfreund, trecho do livro ‘O livro dos vilões’, página 220)

quinta-feira, janeiro 22, 2015


Resenha: Annie

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[Seja como for, o sol vai sair amanhã. Aposte seu último centavo nisso. -página 192]
Título: Annie — O clássico que encantou gerações
Autor: Thomas Meehan
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 208
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (excelente)
Assuntos abordados: esperança, família, solidariedade, amor, perseverança, história (Grande Depressão de 1933 - EUA).
Ideal para ler... Em qualquer dia do ano.
Ligada à esperança de conhecer seus pais biológicos, Annie mantinha as suas forças quase intactas: lutava contra os maus tratos da diretora do orfanato -- e mesmo fora dele, quando ia para a escola e tinha de lidar com crianças ‘mimadas’. É que Annie, a personagem central do livro de mesmo nome, tem onze anos e sonha com o reencontro de sua família. Mas sua característica mais marcante eram os brilhantes olhos azul-cinzentos, que estranhamente pareciam refletir, ao mesmo tempo, um tristeza profunda, uma alegria incontrolável e uma incrível inteligência. O nome dela era Annie. (páginas 13-14)
Deixada com apenas dois meses de idade na escadaria de um orfanato, em New York, Annie trazia consigo um medalhão pela metade no pescoço, um bilhete dos pais que diziam que iriam voltar para buscá-la e uma esperança que nunca acabou. Durante anos a menina viu aquele lugar se encher de outras órfãs e com o tempo ela enchia-se, também, mas de determinação e força. De tempos em tempos, ela olhava, ansiosa, para um dos lados da rua, depois para o outro. Esperava que alguém fosse buscá-la. Que a tirassem do orfanato. No entanto, ninguém aparecia. Magra e um pouco baixa para sua idade, a menina tinha um nariz levemente arrebitado e uma juba indomável de cabelo ruivo e curto. (página 13) 
O clímax da história é marcado pelo momento em que a pequena Annie decide fugir do orfanato para buscar os seus pais por conta própria -- ou encontrar alguma pista que a leve até eles (e isso não é spoiler!!! Ok?). — Não me importo. Vou embora daqui. E estou pronta. Vou agora. Desejem-me sorte. (página 41) Decidida a reverter a sua sorte, a garota contava com a dificuldade de passar pela durona diretora do orfanato Srta. Hannigan. — Levante-se, sua órfãzinha ridícula. Você sujou todo o seu vestido limpo — gritara a Srta. Hannigan, uma mulher magra com maçãs no rosto salientes e cabelo curto muito preto. (página 21) Mas os contratempos estavam apenas começando... Ao sair de seu ‘abrigo’, o orfanato, Annie encontraria muita coisa pela frente. Isso porque, a crise econômica em que viviam os Estados Unidos deixava muitos à mercê da fome e do desemprego. Um dos pontos interessantes da narrativa é a ‘interação’ de uma criança com problemas assim.
Inspirada na tirinha de jornal ‘Annie, a pequena Órfã’, que se tornou popular nos EUA em 1924 e que posteriormente daria vida a um musical com estreia na Broadway em 1977, o livro ‘Annie’ tem contexto histórico bastante delimitado em sua narrativa: a Grande Depressão de 1933, quando Franklin D. Roosevelt se tornou presidente pela primeira vez. Quando morava no orfanato, Annie aprendera que New York — e todos os Estados Unidos — estava em meio a uma coisa chamada Depressão. Mas Annie não sabia que a Depressão era o pior desastre econômico da história do país. (página 49)
Cercada por otimismo e dificuldades no olhar de uma criança, ‘Annie’ é uma leitura prazerosamente surpresa. — Não, Annie, não nos conte. Aqui, no fundo do poço da vida, a gente não faz perguntas a ninguém sobre nosso passado nem sobre nosso futuro. Só tentamos ajudar uns aos outros a aguentar o presente. (página 79) A personagem principal, por alguns traços e falas, me lembrou 1) ‘Pollyanna’ (de Eleanor H. Porter, um dos meus livros preferidos) e 2) Legião Urbana, especialmente o trecho da música ‘Mais uma vez’ (‘Mas é claro que o sol vai voltar amanhã / Mais uma vez, eu sei’). ‘Annie’ é uma mensagem de esperança, amor e renovação; um clássico que deve ser relido e relembrado ao longo dos anos para evitar que os sonhos se apaguem e que o sol deixe de brilhar. O sol sempre volta. ♥

Vocês já leram alguma história com reflexão ou mensagem de esperança?

— Acho que essa é a melhor coisa da vida — sussurrou Annie para si mesma ao cair no sono. — A gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. (Thomas Meehan, trecho do livro ‘Annie’, página 124) 

quarta-feira, janeiro 21, 2015


Quarta-Decor: adicionando cores na decoração

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Muito pode ser feito para customizar ou planejar o seu ambiente -- pintar uma porta de amarelo, mudar as cadeiras brancas para um tom roxo, comprar aquela tão sonhada geladeira vermelha. Moderna, clássica, vintage ou eclética, a decoração colorida pode adaptar-se ao gosto e personalidade de seus ‘autores’. 

Qual efeito eu quero transmitir? - Tudo colorido ou um ponto de cor

• Quero planejar, investir e mudar meu ambiente
Um cômodo iniciado ‘do zero’ permite amplas possibilidades. Neste caso, planejar a decoração e escolher os móveis resulta em ambientes totalmente personalizados: com móveis coloridos e mix de estampas (e cores) entre os objetos.

• Quero inovar o que eu já tenho, aproveitando meus móveis
Caso você queira apenas ‘dar uma cara nova’ em algum cantinho de casa, invista em apenas um móvel colorido. Se o restante do cômodo for neutro, a nova opção chamará toda a atenção; se você já tiver alguns pontos de cor, procure combiná-las e manter sempre algo neutro para equilibrar (paredes, tapetes e cortinas claros, por exemplo).

A escolha das cores
Caso a escolha dos tons traga insegurança e você prefere não arriscar combinações muito exóticas, opte pelo mais ‘clássico’:
• Vermelho, laranja ou amarelo (que são cores forte, associadas a alimentos) para a cozinha
• Verde ou azul (em opções mais claras) para a lavanderia
• Verde ou azul para ambientes externos, porque transmitem calma e leveza
• Amarelo claro, nude e tons terracota para ambientes sociais (já que são mais neutros, clássicos e ‘confortáveis’ aos olhos)

Móveis ou objetos?
Há quem acredita que a escolha por móveis coloridos seja mais difícil: ‘pode enjoar fácil!’, ‘fica mais complicado combinar!’. Uma saída para investir na decoração colorida -- sem muita ‘agressão’ ou radicalismo -- é apostar em objetos que também cumprem a função de mudança, modernismo e graça.

Móveis!
Escolhas mais comuns para adicionar cor no ambiente
• Bancos, cadeiras, poltronas ou sofás
• Cômodas ou armários

Objetos!
Escolhas mais comuns para adicionar cor no ambiente
• Lustres, luminárias ou abajures
• Tapetes, jogos de cama ou almofadas

Outras possibilidades!
Escolhas alternativas para adicionar cor no ambiente
•Portas, janelas ou escadas
Imagens: My ideal home 


Qual ‘ponto de cor’ você gostaria de acrescentar na sua casa?

Minha mãe tricotava cachecóis para as crianças vizinhas. Meu pai auxiliava Caleb em seu dever de casa. Havia fogo na lareira e paz no meu coração, já que estava fazendo exatamente aquilo que deveria, e tudo era aquilo. (Veronica Roth, trecho do livro ‘Divergente’, páginas 263-264)

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