segunda-feira, setembro 15, 2014


#ilustraday | Espelho, espelho meu

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Musa é uma figura feminina da mitologia grega, fonte de inspiração nas artes ou nas ciências. O significado de musa tornou-se abrangente, sendo utilizado no sentido figurado para designar a mulher amada ou aquela que traz inspiração seja na pintura, na poesia ou em outras formas de expressão cultural. [via]


Tema de setembro: Musas
A terceira edição do Ilustra Day, projeto de ilustrações que vai ao ar todo dia 15 do mês, teve temática desafiadora (para mim, pelo menos!): musas. Eu não sou uma pessoa de ídolos, personalidades ou (tampouco) musas. Tenho, sim, algumas referências. Na literatura brasileira, amo Martha Medeiros. No mundo da moda, gosto muito da visão e o conhecimento da Cris Guerra (excelente escritora também). Em termos de beleza, diria (a atriz) Maria Casadevall. A voz da Clarice Falcão me acalma muito! Mas, para brincar com a ideia de ter referências, escolhi uma personagem da Disney que sempre me chamou (muito) a atenção, dentre todos os contos de fadas: a Branca de Neve — pele pálida, delicada, beleza ‘fora’ do padrão cabelo-louro-comprido-olho-azul-ou-verde (cabelo curtinho e escuro). ♥

*Todos os trabalhos vocês conferem na página Ilustra Day!



Qual é a sua musa? Quem você ilustraria?

Lou não sabia por que se sentia na obrigação de se justificar para a figura da angelical sentada ali. Vicky nunca entenderia. Modelo, atriz e eleita a mulher mais linda de Hollywood, Vicky sempre tivera tudo o que quisera. (Meg Cabot, trecho do livro 'Ela foi até o fim', página 21)


domingo, setembro 14, 2014


Resumo + Instagram da Semana

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Entre outras coisas, estou estudando textos opinativos na faculdade de jornalismo - aquela parte difícil de estruturar e desenvolver opiniões e esperar que os outros tenham as suas, compreendam as minhas, construam novas conforme a necessidade. Vocês têm reparado na explosão de achismos e argumentos pelas redes sociais? É interessantíssimo e conflituoso que estejamos em contato com situações - e achismos! - tão diferentes... Vamos relembrar todas as minhas opiniões e posts durante a semana? 




Instagram da Semana @blogjustcarol
Leitura emocionante, TPM e chocolate! rs * Domingo é dia de café da manhã na cama * Dedicatória fofíssima♥

Mãe, esse tanto para mim está bom! * Marketing muito amor♥ * Leituras interessantíssimas!

Resenha literária da semana! * Meio céu, meio algodão doce * Carolina no país das maravilhas!

Decor fofa (1) * Rock'n'Harley! * Decor fofa (2)


Música da semana
(pra sair da cama nesse domingo!♥)


sábado, setembro 13, 2014


Pensamento do Dia | Leite derramado

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[uma oportunidade qualquer de falar com você]
Imagem: 1994

se o leite desnatado por acaso caísse
da sua mão no chão na seção de laticínios
bastava para eu perguntar seu nome e fazer
alguma piada envolvendo a expressão chorar
pelo leite derramado e nós dois teríamos 
uma longa-vida eu e você mas você já está
no setor de limpeza e eu penso que se a água
sanitária espirrasse no seu vestido eu poderia
dizer sou advogado e isso vale um processo
ou se você tivesse dúvidas quanto à validade
de um queijo minas eu sei tudo sobre queijo
minas ou à madureza de um abacaxi basta
puxar uma folha da coroa mas agora
é tarde você já está no caixa passando produtos
que apitam como um eletrocardiograma
(Gregório Duvivier, trecho do livro ‘Ligue os pontos - Poemas de amor e big bang’, página 45)

sexta-feira, setembro 12, 2014


Sexta-Fashion: Como usar kimonos

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Coisa de se vestir. Essa é a tradução literal para a palavra japonesa kimono. Fora do país oriental, a expressão designa uma variada gama de peças que, no conjunto, formam um visual considerado típico ou tradicional japonês, mas também é sinônimo da peça principal.
Desmistificando o Kimono
A peça principal, que chamamos de kimono, no Japão é chamada de kosode. A origem da atual palavra ‘kimono’ é do século XVI, quando navegantes ocidentais – principalmente portugueses, espanhóis e holandeses – chegaram ao arquipélago.
Nos primeiros contatos com os japoneses, sem conhecerem os idiomas de uns e de outros, os ocidentais perguntavam com mímicas e gestos qual era o nome das roupas de seda que viam os japoneses usarem. ‘Kimono’, eles respondiam. Era como se perguntassem aos japoneses como se chamavam as roupas que usavam, e eles respondiam ‘roupa’. A palavra kimono, assim, tornou-se designação moderna do vestuário tradicional japonês. [informações via

Dia a dia fácil
Jeans, blusa lisa e... Kimono! A peça pode ser um complemento interessante para os looks básicos do cotidiano; Colares e rasteiras acrescentam praticidade, conforto e charme.

Trabalho
Peças de cortes retos e clássicos, em cartelas de cores sóbrias, compõem muitos looks corporativos. Nesse sentido, o kimono pode completar o visual de maneira mais ousada, porque complementa a neutralidade do restante do look.

Primavera ♥ Verão
Vestido + kimono é feminino, prático e delicado (uma das minhas escolhas preferidas!). A peça, pela leveza e fluidez de tecido, pode ser amplamente explorada nas estações mais quentes – misturando cores, referências e estampas. Shorts jeans, sapatinhas e rasteiras nudes ou lisas conferem equilíbrio.

Chic
Kimonos também podem ser adaptados a rendas, acessórios finos, peças longas (saias e vestidos♥), aproveitando referências como os estilos boêmio e bohô.


Vocês já usaram kimono? Curtem alguma referência da cultura japonesa?

Já passava do meio-dia, e ela havia dito às melhores amigas, Carina e Hudson, que as encontraria por volta de 13 horas. As aulas começavam amanhã, o que significava que hoje tomariam um frozen de iogurte na Pinkberry, dariam uma volta pelo West Village e se atualizariam sobre as férias. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, página 11)

quinta-feira, setembro 11, 2014


Resenha: Ligue os pontos - Poemas de amor e big bang

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[você é a última dos moicanos no pacote/ de jujubas a cereja do bolo no topo/ do milk-shake de creme de la crème/ brûlée - página 63]
Título: Ligue os pontos - Poemas de amor e big bang
Autor: Gregório Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 88
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (excelente)
Assuntos abordados: amor, memórias, Rio de Janeiro
Ideal para ler... Durante o fim de semana, em intervalos durante o dia, em momentos de reflexão e distração, buscando inspiração ou linguagem divertida e inteligente.
Constelações - creio eu - são compostas por 1) sonhos e 2) memórias. Por isso as estrelas: formas brilhantes de ligar esses dois pontos das nossas vidas. Quando inclino a cabeça acima - ao céu - para olhar as estrelas, geralmente penso nessas duas coisas. Os sonhos e as memórias. Ao ler ‘Ligue os pontos’, tive a impressão de ver certa sintonia desse meu pensamento às palavras de Gregório. O livro, dividido em duas partes - ‘Cartografia afetiva’ e ‘Aprender a gostar muito’ - é um compilado de poemas que mesclam memórias (os textos mais objetivos e observadores) e sonhos (os versos de amor sinceros e delicados).
A primeira parte do livro, ‘Cartografia afetiva’, - mais sólida e concreta - traz relatos sobre lembranças, (várias) referências ao Rio de Janeiro, paisagens e cenas do dia a dia. 
o mês de agosto parece o bairro
de são conrado: é difícil atravessá-lo
às vezes demora meses sobretudo
quando chove mas é inevitável
passar por ele - é inevitável
(página 23)

A segunda parte, ‘Aprender a gostar muito’, - mais abstrata, afetiva e sensível - integra o amor e os astros que norteiam o eu-lírico.
querer tudo é não querer
nada é perceber que nada
é pior que tudo e qualquer
coisa é melhor que nada
é melhor do que não querer
tudo é querer uma coisa só
pois para ser feliz é preciso
querer uma coisa só e saber
deitar ao lado dela - quieto.
(página 43)
A escrita de Gregório é extremamente inteligente e criativa. Às vezes, abstrata (o que a torna mais curiosa...). A maioria dos poemas é sutil e delicada (outros, mais diretos). A leitura - propriamente dita - é rápida, mas o mais interessante de livros assim é a oportunidade de demorar-se nos versos para (tentar) desvendar as intenções, as histórias, os sentimentos por trás do poema. ‘Ligue os pontos’ reinventa o cotidiano em forma e linguagem nobre. Uma maneira bonita de interligar as particularidades da vida. ♥

Vocês já leram algo do Gregório? Curtem poemas?


[...] mais em voga das maravilhas do mundo/ moderno a única que me faria falta/ é você (e talvez quem sabe o ar/ condicionado, mas sobretudo você). (Gregório Duvivier, trecho do livro ‘Ligue os pontos - Poemas de amor e big bang’, página 61)

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