segunda-feira, julho 21, 2014


Julho | O que você anda lendo?

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De lançamentos às trilogias que deram o que falar (tipo, A escolha♥), crônicas e contos de fadas modernos, o mês de julho teve muitas participações bacanas na #leituraJC, hashtag dedicada aos leitores do blog para marcar a leitura atual no instagram. Trouxe um pouco de inspiração e dicas para o mês de férias, período para por - definitivamente - a leitura dos desejos literários e exemplares encostados na estante em dia! Vamos lá?







O que a blogueira anda lendo?



O que vocês andam lendo nas férias?

Todos a amam, não é? E é tão fácil ver o porquê. É boa, bela e, além disso, livre e selvagem. Ela terá vários príncipes por quem se apaixonar. Sim, sem dúvida é a mais bela na terra. Não é? Ela não é bonita? (Sarah Pinborough, trecho do livro ‘Veneno’)


domingo, julho 20, 2014


Resumo + Instagram da Semana

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Amigo que é amigo 
não te usa 
e joga fora

Ainda que quiséssemos, certamente não conseguiríamos - viver só, sem ninguém para apoiar, chorar as nossas mágoas e alegrias, afundar a nossa dieta ou entrar num cinema e não calar a boca. Amigo é parte de nós, para o nosso desespero e conforto. Hoje, 20 de julho - dia do amigo - e demais dias, sou eternamente grata por ter os meus (e poder seguir a caminhada com mais paz). Obrigada a todos que me acompanham e às blogueiras desse Brasil afora que se tornaram fiéis leitoras e amigas também... ♥

Amigo que é amigo não te usa e joga fora. Te “usa” de escudo, abrigo, amparo, divã, pódio, etc. e te joga dentro da vida dele. Divide a parte boa, a parte ruim, e a parte sem gosto. Porque as coisas são assim, sim. Amigo se divide. E não fica esperando algum reconhecimento. (Clarissa Corrêa, trecho do livro ‘Um pouco além do resto’, páginas 118-119)
♥♥♥

Vamos relembrar os posts dos últimos dias?


Instagram da Semana @blogjustcarol
Leitura e melancia * Fruits! * Marcadores de página da editora Valentina * Minha ilustração para o projeto #ilustraday * Buttons da editora Valentina * Butterflies♥
Lanchinho da tarde * Franjinha again * Ah, Brigadeiria * Recebi da editora Valentina! * Bonjour * Depois desse Sunday, uma certeza na vida: ir à academia!!



sábado, julho 19, 2014


Pensamento do Dia | Viveu de quê?

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[motivos para continuar de pé — e ser lembrado por eles]
Imagem: 1994

Acho engraçado as pessoas se preocuparem tanto com isso. Morreu de quê. Por que não perguntam ‘viveu de quê?’ Eu quero é viver das coisas. De aprender, de pensar, de dar gargalhada. De abraço, beijo, de cinema. De morango, margarita, chocolate, champanhe. Viver de amor e de amigos. Eu quero morrer é de vida. (Cris Guerra)



sexta-feira, julho 18, 2014


O monstro não é só de geladeira

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[um breve blábláblá antes da crônica] Eu queria falar sobre moda, hoje. Queria mesmo. Só que, enquanto eu vestia blazer, calça floral, camisa canela com corte no ombro (...) durante a semana, fui vendo um monte de breguices - gente arrogante, egoísta, folgada, furando fila, pegando a comida alheia dentro da geladeira do escritório. E foi aí que eu resolvi abrir mão do guarda-roupa pessoal para entrar numa esfera mais abrangente: o que é que a nossa sociedade tá vestindo? (e garanto que o assunto de hoje não é roupa...)
Ilustração de Michael Bisparulz

18 de julho de 2014

O que realmente conta na vida 
não é apenas o fato de termos vivido; 
é a diferença que fizemos nas vidas dos outros 
que determina 
a importância da nossa própria vida. 
Nelson Mandela


Já dizia uma lenda que, em algum lugar bem próximo ao nosso, existe um grupo de seres poderosos capazes de acabar com a nossa comida inteira. Tais seres, ainda não identificados cientificamente, invadem a geladeira de casa, do escritório, do mercadinho da esquina – e, o que é pior – não de noite, mas bem perto de nós, quase diante de nossos olhos. ‘Cara de pau!’, uns diriam. São apenas egoístas. Ou, sem educação.

Mês passado, uma revista de saúde e bem estar publicou uma crônica minha sobre gentileza. Um primo distante veio me procurar. ‘Carol, vi seu texto’. Lá vem bomba, pensei.

Discutir sobre educação é um tanto piegas e gera preguiça. Papo old fashioned, eu diria. Quem tem tempo pra isso? Hoje em dia, a gente quase não tem tempo pra nada – amo esses clichês baratos... quando faltar assunto no elevador, é só jogar uma frase pronta – e a discussão acaba como que enterrada, como se a boa educação fosse óbvia, injetada em nossa corrente sanguínea no dia de nosso nascimento. Mas... Claramente não é.

Ninguém nunca morreu pela falta de gentileza alheia, eu espero, mas quem é que sabe o dia de amanhã? Bom senso é ótimo e algumas pessoas já morreram – não pela falta de gentileza - mas com abundância dela, transformando a vida alheia. É simples: acesse o google (se é que você ainda não viu) e acompanhe o doodle desta sexta-feira, dia 18 de julho - o Dia Internacional de Nelson Mandela – em que homenageia-se o ícone da luta pela igualdade racial na África do Sul e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993. Sim, Nelson Mandela. O mesmo que espalhou dizeres lembrados até hoje. Ideologias que, clichês ou não, ainda nos servem na data presente e têm o caimento perfeito. ‘Porque ser livre não é somente romper as correntes que aprisionam alguém, mas viver de forma a respeitar e ampliar a liberdade dos outros’.

Como eu disse, soa piegas, ainda mais para os monstros de geladeira. Imagine, então, a larga escala de monstros que rompem com as liberdades individuais, o direito de ir e vir e algumas boas regras de convivência social... Que lenda terrível, essa. E o pior é que esses monstros são bem reais. E não são só de geladeira.

♥♥♥




quinta-feira, julho 17, 2014


Resenha: A extraordinária garota chamada estrela

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[E então, na aula de Ciências, ouvi um nome: ‘Estrela’. Virei-me para o aluno do último ano que andava atrás de mim. ‘Estrela?’ Perguntei. ‘Que tipo de nome é esse?’. -página 12]

Título: A extraordinária garota chamada estrela
Autor: Jerry Spinelli
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 192
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (excelente)
É fácil pensar em quanto a nossa rotina pode ser estritamente monótona: dias cheios de mesmas pessoas, mesmas atividades, mesmas metas - sempre igual. No meio disso tudo, nós encontramos (assim espero) algumas surpresas: pessoas diferentes, atividades diferentes, metas diferentes que podem revolucionar a maneira como vemos a vida - ou, sendo mais realista, apenas nos dar um olhar mais abrangente (fora do nosso quadrado!) sobre as coisas. Pessoas-estrelas são assim: raras, capazes de balançar nossa rotina. Não é tão fácil encontrar esse tipo de gente; Não aparecem em qualquer esquina... E, quando aparecem, quase nunca estamos preparados - podendo, assim, gerar estranhamento em nós por sua presença. Eu tinha de admitir: quanto mais eu a via, mais fácil era acreditar que ela era uma farsa, uma piada, qualquer coisa, menos real. (página 16)
Estrela é assim, rara. A começar pelo nome... Criada e educada desde novinha pelos pais, surpreende a todos da Escola de Ensino Médio de Mica (quando começa a estudar em uma ‘escola de verdade’) por suas particularidades: nome diferente, roupas coloridas e chamativas, o rato de estimação e o modo de interagir com as pessoas. Nós queríamos defini-la, etiquetá-la como fazíamos uns com os outros, mas não conseguíamos ir além de ‘esquisita’, ‘estranha’ e ‘patética’. O jeito dela nos tirava do eixo. Uma única palavra parecia pairar no céu sem nuvens sobre a escola: ahn? (página 19) Estrela, sempre muito comunicativa e sociável, disparava perguntas aleatórias nas aulas, gentilezas surpreendentes que mais pareciam uma ‘invasão de privacidade’ às pessoas e ainda tocava ukulele no intervalo. Ela compôs uma canção sobre triângulos isósceles. E cantou-a para sua turma de geometria plana. O título era ‘Três lados eu tenho, só dois são iguais’. (página 19)
A narrativa é contada por Leo Borlock, aluno da mesma escola de Estrela. Isso - o fato de ele falar sobre a personagem principal - traz detalhes e reações diversas (dele mesmo e de outras pessoas) que não seriam possíveis se o livro fosse escrito na Estrela em primeira pessoa. Ele participa e interage com as variadas ‘fases’ de humor dos alunos e colegas à sua volta desde a chegada da garota rara na escola: a descoberta, o estranhamento, a popularidade de Estrela... Naquela época, a maioria havia decidido que gostava de tê-la por perto. Ficávamos ansiosos para ir à escola, para ver que esquisitice ela aprontaria. Ela nos dava assunto para comentar. Ela nos entretinha. (página 33)
Como água e óleo, algumas pessoas não se misturam. Destacam-se. E, como eu disse ali em cima, isso pode gerar estranhamento - mas pode ser *também* um baita presente a nós. ‘A extraordinária garota chamada estrela’ me prendeu pela narrativa diferente (e claro!) pela personagem autêntica e maravilhosa. Ela era fugaz. Ela era hoje. Ela era amanhã. Ela era o aroma mais suave da flor de um cacto, a sombra fugidia de uma coruja marrom. Nós não sabíamos o que fazer com ela. Em nossa mente, tentávamos fixá-la em um quadro de cortiça como uma borboleta, mas o alfinete simplesmente se soltava e ela voava para longe. (página 24). Algumas pessoas são estrelas... Por que não deixá-las iluminar as nossas vidas? Esse livro me iluminou. ♥

Vocês conhecem alguma pessoa-estrela?

Ela era uma luz flexível: brilhava em cada esquina do meu dia. (Jerry Spinelli, trecho do livro ‘A extraordinária garota chamada estrela’, página 114)


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