domingo, maio 17, 2015


#Cotidiano: domingo de chuva e moda

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Há sete dias atrás fazia um sol tímido, mas também chovia. Nas páginas das revistas Glamour e Elle deste mês, escancararam-se tendências de uma fase que vem mostrando força: os anos 70. Muito além dos polêmicos tamancos (clogs) ou das tradicionais bolsas a tiracolo, a década traz de volta a independência dos costumes e a ousadia do estilo. Ambas revistas citaram o desfile da Lilly Sarti para a temporada inverno 2015 do SPFW como referência; grife que trouxe estampas, tons terracota e algumas inspirações dos anos 60 também (como os conjuntinhos).

// informações via e via; arte: Carol Barboza

Qual tendência da época vocês mais curtem?

#Cotidiano é uma coluna sobre descobertas e miscelânea; é o baú de casa: lugar onde se guarda ideias e lembranças. Obrigatoriamente composto por textos curtos e um click do instagram. Um fragmento do dia {e do coração} para ler e pensar.

domingo, maio 10, 2015


#Cotidiano: ninguém é triste no circo

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[pra curar a dor]
@blogjustcarol

Ninguém pode ser triste diante do picadeiro. Não importa investimento, dinheiro e pompa. Artistas internacionais, quadros com motocicletas ou fantasias bordadas a mão durante meses. Bobagem. Ainda que esteja assistindo a um espetáculo com palhaço sem graça, de maquiagem borrada e um tanto medonho. Não dá para ignorar todo o resto. E digo isto porque - adivinhe só - já fui ao circo triste.

Abre parênteses: todo o resto.
As cores primárias espalhadas por todos os cantos. O sorriso no rosto dos artistas, ainda que estes errem um número ou outro. O espanto e a gargalhada de quase todas as crianças à sua volta. E a sujeira que elas fazem comendo churros ou cachorro quente durante o espetáculo. A magia de estar em um lugar movido por fantasia, apesar de ser tudo carne e osso, fruto de trabalho humano (e um pouco da imaginação também). As ilusões de ótica que conseguem te arrancar da realidade, nem que seja por quarenta minutos ou uma hora do dia.
Fecha parênteses.

Alguém deveria ter me avisado que eu não estava diante de um filme de drama ou qualquer coisa do tipo. Digo, sobre a vez em que fui ao circo triste. Mas eu não programei, juro - embora estivesse mal o dia todo. Não era dor física, nem mal estar. Era uma tristezinha somada à outras, que tomaram grande parte de mim.

Eu vi um palhaço e tive vontade de chorar. [mas quem é que faz um negócio desses? Imaginem o palhaço, coitado, que nem culpa tinha...]

Quem é que tinha culpa? Começaram os malabarismos. Os equilibristas depois. Primeiro utilizando cadeiras, depois bicicletas e depois nem sei mais. Eram sorrisos enormes e, por alguns instantes, só me concentrava neles. Um dos artistas - aparentemente o mais feliz - errou uma manobra duas vezes, dentro de um quadro de equilíbrio. Desistiu, mas não parou um minuto sequer de sorrir. E foi aplaudido por toda a plateia.

O picadeiro foi tomado por graça, leveza e paz quando três bailarinas apresentaram um quadro com tecidos. Subindo até o topo da tenda, enroladas entre manobras, pareciam passar por obstáculos nesse 'rolo' que é a vida. Prendiam a perna aqui, o corpo ali, porque precisavam de segurança (e de sabedoria para tornar a subir como quem procura alcançar os sonhos). Seguiam ao topo, metros acima (porque alcançar exige coragem). E quando chegaram, em um só movimento, desceram todo o percurso desenrolando-se. Libertando-se. Deixando voar e ser quem eram. Para recomeçar, quem sabe? Talvez elas nem sabiam quem eram, mas estavam permitindo-se descobrir.

Desenrolei alguns nós. E saí de lá - não feliz da vida, mas quase - em paz. Havia outros tecidos para desenrolar. E enrolar - vai saber... A vida é um picadeiro.


Você já assistiu a um número de tecidos? Curte assistir espetáculos circenses?

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sábado, abril 25, 2015


Abril | O que você anda lendo?

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Quando abril estava chegando, eles já tinham se consolidado e faziam, enfim, muito sucesso (sobretudo nas redes sociais): os livros de adulto para colorir. Tamanha febre, comecei a pesquisar e me questionar sobre as várias edições propondo o mesmo conteúdo com títulos e páginas tão semelhantes. Decidi não colocar nenhum tipo de livro para colorir em nossos posts mensais porque gosto de manter o foco nas palavras... E apesar de amar desenhar e colorir, acredito que umas duas ou três opções de publicações assim (no mercado editorial) estaria perfeito! Quem sou eu pra dizer? A minha intenção é que, com os dias corridos e as histórias reais, bizarras, lúdicas e fictícias, a gente não esqueça uma coisa: a palavra. ♥ O que vocês andaram lendo em abril?

(*) Quem quiser participar da campanha deve postar uma foto no instagram, mostrando a leitura atual, e usando a hashtag #LeituraJC.  






O que a blogueira andou lendo?
@blogjustcarol [Moda intuitiva; Altos voos e quedas livres; A revolução dos bichos]



Vocês estão lendo algum exemplar deste post?

As coisas que abateriam a maioria das pessoas pareciam não afetá-la. Ou, se ela caísse, logo se levantava. Se tornasse a cair, colava um sorriso no rosto, sacudia a poeira e seguia em frente. Ele nunca conseguia entender se aquilo era a coisa mais heroica ou mais idiota que já vira. (Jojo Moyes, trecho de Um mais um)

segunda-feira, abril 20, 2015


#Cotidiano: sobre moda, sobre gastronomia

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[Precisamos desacelerar?]
@blogjustcarol

Hoje, enquanto passava os olhos pelo cardápio do Empório Naturalle (localizado no shopping Galleria em Campinas), vi algo de novo: tinha, ali, uns pratos a mais. Entre as novidades, o Duo de Zucchini, uma opção muito suave de salada fria combinada à salada quente (ambas) de abobrinha. 
Prato servido com pimentões vermelhos e amêndoas tostadas para saborear sem pressa. E, já que eu estava pensando mesmo em tempo, esse bem não durável, parei em uma página específica da revista que lia (enquanto comia, tudo junto mesmo). 
No meio da correria louca que a gente chama de rotina, já fala-se em um 'novo' termo da moda: o slow fashion, que é baseado na desaceleração dos processos e também em três pilares - a sustentabilidade, a qualidade e a transparência.

// informações via; arte: Carol Barboza

Você já ouviu falar nesse termo? Precisa desacelerar?

#Cotidiano é uma coluna sobre descobertas e miscelânea; é o baú de casa: lugar onde se guarda ideias e lembranças. Obrigatoriamente composto por textos curtos e um click do instagram. Um fragmento do dia {e do coração} para ler e pensar.

sábado, abril 18, 2015


São Paulo Fashion Week | O que teve?

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A 39ª edição do São Paulo Fashion Week celebrou os 20 anos da semana de moda. O encontro, que aconteceu de 13 a 17 de abril no Parque Cândido Portinari, homenageou ‘o fazer’ – o fazer que constrói, inclui, inspira, educa e transforma a partir do trabalho e esforço das mais diversas pessoas. 

Fotografia:Rodrigo Paiva/ UOL

Para Aline Françani, formada em Negócios da Moda pela Anhembi Morumbi e proprietária da loja online de roupas Getdress, o tema escolhido representa um avanço importante no olhar das pessoas sobre a moda. “Acredito que essa humanização possa aproximar as pessoas, ao deixar o glamour de lado e ver que a moda é trabalho duro e também um passo natural a sustentabilidade que estamos caminhando, não só ‘ser green’, mas cuidar dos funcionários e do bem estar da empresa”, explica. 

A concepção da semana de moda também atenta, segundo Aline, para a questão do trabalho escravo. Em 2011, um escândalo envolvendo a marca Zara abriu discussão acerca da fiscalização na indústria têxtil. Mais tarde, após inúmeras críticas em torno da polêmica, criou-se um aplicativo de moda que mostra grifes envolvidas em trabalho escravo, com o objetivo de conscientizar os consumidores.

O tema relacionado ao esforço e às relações humanas, que aproxima o público, também atrai visitantes que não são diretamente envolvidos com a moda, profissionalmente, mas que se interessam pelo tema. A estudante de jornalismo Isabella Vicentin acompanhou o evento pela primeira vez e planeja abordar os 20 anos do SPFW em seu projeto experimental de conclusão de curso. “É uma oportunidade única de conhecer o evento, ver como é realmente e não apenas pelos sites (...) Pudemos entrevistar grandes nomes da moda brasileira e isso é muito gratificante”, afirma.

Além de ter sido objeto de estudo, a temporada verão 2016 acolheu blogueiros e fashionistas que misturam hobby e trabalho ao estudar e divulgar tendências da moda em seus canais. “A moda está deixando de ser algo exclusivo. Antes, nas semanas de moda, circulavam somente um grupo fechado de jornalistas, editores e compradores. Hoje os blogueiros são cadeira cativa na primeira fila das semanas de moda do mundo inteiro”, diz Aline. Segundo ela, essa inserção abriu possibilidades, tornando o ‘streetstyle’, ou seja, o estilo que circula os corredores do evento, tão importante quanto os desfiles.

#SPFW O que teve?
IÓDICE • couro metalizado e recortes 
COLCCI • hippie-chic, renda vazada e recortes
ANIMALE • fendas, tons claros e cítricos

LOLITTA • cor, babado e volume
LENNY NIEMEYER • estampas geométricas e vestidos soltos
ELLUS • moda urbana e jeans

SALINAS • cores e estampas
TRIYA • modelos esportivos e tendência marinha/ romântica
ÁGUA DE COCO • tons claros, renda, bordado e delicadeza

CAVALERA • tons quentes, estampas e miçangas// Fotografia: reprodução

(*) Esta matéria foi escrita por mim e publicada originalmente no portal Digitais da universidade PUC-Campinas. Acompanhe a íntegra.


Vocês curtem eventos de moda? Já assistiram algum desfile?

As mulheres sabem que roupas são importantes. Não só porque nosso cérebro é cheio de fitas, anáguas e vestidos de noite — e eu acredito que tomografias cerebrais vão comprovar isso em algum ponto do futuro. Isso acontece porque, quando uma mulher entra em um recinto, sua roupa é a primeira coisa que fala, mesmo antes de ela abrir a boca. (Caitlin Moran, trecho do livro ‘Como ser mulher’, página 158)

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