sábado, dezembro 20, 2014


Pensamento do Dia | Difícil de acreditar

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[diz-se daquilo em que não se pode acreditar; incrível]

O que entendi é que é melhor desistir de entender. O roteirista da vida é preguiçosíssimo. Personagens queridos somem do nada. Personagens chatíssimos duram pra sempre. Tem episódios inteiros de pura encheção de linguiça e, de repente, tudo o que deveria ter acontecido numa temporada inteira acontece num dia só. As coincidências não são críveis -e numerosas demais. A vida é inverossímil. (Gregorio Duvivier, trecho do livro ‘Put some farofa’, página 197)

quinta-feira, dezembro 18, 2014


Resenha: Put some farofa

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[A farofa não é esquizofrênica: it’s delicious. -página 9]
Título: Put some farofa
Autor: Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 206
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (muito bom)
Assuntos abordados: vida e o cotidiano, política, religião, relacionamentos 
Ideal para ler... Em viagens, intervalos durante o dia, momentos de descontração e reflexão.
— Tem farofa? — eu insistia à mesa. Minha mãe já não mais se surpreendia com o pedido. É que eu gosto assim. Arroz, feijão... E farofa. Ovo, couve... Com farofa. Put some farinha, manteiga, ovo, cebola, se quiser couve, bacon, banana, azeitona: a farofa é como o coração de mãe, nela quase tudo cabe e ela em quase tudo cabe. (página 9) O ‘mix’ da farofa (ou das coisas com ela) é quase como os textos do Gregorio: popular e acessível. ‘Put some farofa’ reúne crônicas (muitas delas publicadas na coluna do escritor para a Folha de S. Paulo), esquetes (referentes ao canal ‘Porta dos Fundos’) e textos inéditos. The house is yours. Fica à vontade. Qualquer coisa é só gritar. Shout. Mas keep calm. Como é que se fala keep calm em inglês? Here the things demoram. (página 113)
O humor de Gregorio, acompanhado de crítica e reflexão, vem de maneira muito natural -- através da descrição de fatos do dia a dia, assuntos polêmicos, paródias e ‘provocações’. A pressa é inimiga da perfeição e deseja a ela vida longa pra que ela veja cada dia mais sua vitória. (página 120) O livro, dividido em quatro etapas, traz categorias leves e interessantes.
• Grandes, Pequenos e Gigantescos
• Cruzada Elucidativa Em Favor da Família Brasileira
• Put Some Farofa
• O Mundo Paradinho Tem a Maior Graça
‘Grandes, Pequenos e Gigantescos’, a espécie de ‘introdução’ do livro, é composta por textos relacionados a assuntos do cotidiano, abrangendo relações amorosas, família, afeto e casais. Calma, Cláudio. Eu te amo do jeito que você é. Só queria que você fosse um pouco mais parecido comigo. Eu sei que você é você e eu sou eu. Mas eu preferia que você fosse um pouco mais eu e menos você. Seria mais fácil pra mim. Já to acostumada a lidar comigo. Quase não brigo comigo mesma. Quando brigo, esqueço rápido. Eu me perdoo com muita facilidade, Cláudio. Se você fosse eu, iria te perdoar rapidinho. (página 28) Já na segunda etapa, ‘Cruzada Elucidativa Em Favor da Família Brasileira’, o tom é mais crítico: discorrem-se temas como a política e a religião (sempre acompanhados de humor).
Por fim, ‘Put Some Farofa’ e ‘O Mundo Paradinho Tem a Maior Graça’ (categorias parecidas, ao meu ver) trazem relatos mais intimistas e descontraídos, em textos cuja forma e conteúdo predomina a criatividade. A busca pela novidade escraviza. O apego ao passado não é uma prisão: a pior escravidão é a necessidade de frescor. A felicidade pode estar, sim, na repetição do passado, na encenação da memória, nas nossas velhas falhas de sempre. Não há nada de errado com tudo o que a gente tem de errado. (página 183) 
Entre risos e pensamentos -- passando pelos textos que descontraem, despertam e provocam -- há de se encontrar boa referência em escrita (que é extremamente fluida e gostosa) e pensamento. O humor e a inteligência presentes nas palavras de Gregorio fixam e atraem o leitor de maneira simples e natural. Quase como farofa. Quase que nem coração de mãe. Pardon anything.

Vocês conhecem a escrita do Gregório? Já leram algum texto dele? 

Demorei a falar. Mas comecei a ler muito cedo, quando descobri que ler é uma ótima maneira de não estar. Passei os primeiros anos da minha vida não estando aqui, nem perto daqui: estava nos livros do Roald Dahl, no programa da Vovó Mafalda ou em outros lugares inexistentes como a Conchinchina. Lá, eu era amigo do rei. (Gregorio Duvivier, trecho do livro ‘Put some farofa’, página 192)

terça-feira, dezembro 16, 2014


Leveza e positividade são destaques em ‘Siga os balões’

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A poesia, há tempos, invadiu os lugares mais acessíveis do nosso cotidiano: o dia e a noite, em padarias, escolas e trabalho. Fala-se sobre tudo. Mas enxerga-se tudo de forma diferente.
A verdade é que poetas, ilustradores, artistas ou gente-inspirada-por-aí resolveram mostrar diferentes projetos leves e poéticos sobre a vida, com mensagens de gentileza e positividade. Um dos exemplos de iniciativas assim é o ‘Siga os balões’, de imagens e textos artísticos assinados pelo Daniel Duarte, que explica a vontade de trazer o diferencial de ações e sentimentos rotineiros. ‘Compartilhando positividade com um pouco de loucura e calmaria em pequenas doses diárias’, resume. As montagens são otimistas e ‘inocentes’, acompanhadas de traços finos e cores claras. Peguem um pouco de poesia para vocês! ♥
Hoje é um novo dia, você ganhou mais uma chance de fazer todo o bem que não fez ontem. Assim que virar a esquina, diga bom dia ao moço da padaria, ao jornaleiro e também ao porteiro. Sorria para um estranho na rua. Vamos nos reensinar a ser feliz, nem que seja aos poucos. (Daniel Duarte)

Siga os Balões, por Daniel Duarte
‘Criei esse mundo pra compartilhar um pouco de amor nesse mundo chamado internet, espero que você esteja comigo’
Temas: amor, otimismo, felicidade, escolhas, cotidiano...
Instagram: @sigaosbaloes 
Facebook: /sigaosbaloes 

Vocês conhecem algum projeto ilustrado e poético similar?

Você deita, vira pro lado, vem a falta de sono, meu amor, três vidas inteiras e até uma penteadeira. Vivemos tantas vidas nessas noites de insônia. (Daniel Duarte)

segunda-feira, dezembro 15, 2014


Decoração lúdica invade Natal da Livraria da Vila

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Quem passa pela característica vitrine da Livraria da Vila, em Campinas, se vê atraído por um colorido diferente: entre os livros, há uma árvore de Natal criativa e despretensiosa, que toma boa parte da entrada e dá boas-vindas à época mágica. Trata-se, na verdade, de uma disputa entre as unidades da livraria, que avalia e elege a árvore mais interessante. ‘Há tempos as árvores são tradição nas lojas da Livraria da Vila, mas o concurso começou no ano passado e, naquela oportunidade, ficamos com a segunda colocação’, explica o gerente da unidade de Campinas Felipe Bardi.
A estrutura da árvore é obrigatoriamente composta por livros, mas o restante da decoração fica a critério da criatividade da equipe de funcionários, que participa do processo de montagem e da criação dos ornamentos. Patrícia Meira, livreira responsável pela seção infantil da loja, conta que os recursos utilizados foram aqueles materiais que a livraria dispunha - caixa de papelão, papel de presente e plástico bolha - e nada foi comprado, atendendo à uma das regras do concurso. ‘Nós mesmos fizemos os bonecos de neve’, Patrícia afirma, enquanto observa o trabalho construído por todos os colegas de profissão. ‘Um dos quesitos é que toda a equipe participe, nem que seja pegar um livro e colocar na árvore, mas aqui foi bacana porque as ideias surgiram e a gente montou, desmontou, montou umas dez vezes’, relembra.
Os detalhes criativos e a composição colorida chamam a atenção das crianças, que param e fotografam a árvore, ou mesmo retiram ornamentos de pelúcia, passando a carregá-los durante a visita à loja. ‘Elas devolvem, no final!’, afirma Patrícia entre sorrisos, e explica que o foco da decoração deste ano são mesmo os leitores mais jovens. ‘A gente deixou ela mais lúdica, esse ano. A gente colocou mais brinquedos, mais coisinhas assim, porque a gente realmente focou o nosso público alvo, que são os pequenininhos’, relata.
Na estrutura da árvore, romances, distopias, clássicos e muita cultura compõem os títulos. Próximo ao topo, a equipe não deixou de colocar a ‘estrela do ano’, livro marcado pelo sucesso em vendas e - ainda! - aposta para o fim de 2014: A culpa é das estrelas. Uma lousa, ao pé da árvore, destaca outras dicas literárias como ‘As aventuras de Pedro Coelho’, Beatrix Potter, e ‘O Irmão Alemão’, de Chico Buarque. O Natal promete contar muitas histórias. ♥ // Texto e fotografia: Carol Barboza

Vocês já viram alguma árvore de Natal composta por livros neste ano?

A pilha de significados não parava de crescer. Em poucos dias, quase alcançou a altura da pequena Ingrid. Mesmo assim, faltava-lhe significado. Sabíamos que nenhum dos objetos que havíamos juntado realmente significava algo para nós e, sendo assim, como poderíamos convencer Pierre Anthon da importância daquilo? (Janne Teller, trecho do livro ‘Nada’)

domingo, dezembro 14, 2014


Resumo + Instagram da Semana

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Voltei para a praia para que eu pudesse resgatar algo [a mais] ou descobrir alguma coisa fora de mim. Para que eu pudesse me ausentar; ser menos eu, mais a praia. Voltei porque senti falta do mar, porque jamais poderia buscar algumas certezas sem olhar o horizonte pacífico da água, que se confunde com o céu, ou sentir o gosto salgado do ar que invade o pensamento e bagunça os cabelos. Voltei. Voltei para a praia, mas já voltei aqui também. A gente nunca consegue se afastar por muito tempo... ♥ Vamos relembrar os últimos posts?
Segunda-feira: 6 on 6 | Dezembro | Natal 
Quarta-feira: Poema | Conchinha 


Instagram da Semana @blogjustcarol 
Look da semana * Segunda-feira na praia * A chuva!

Pipas são nostalgias * Bolsinha da Colômbia♥ * Mais uma vez, praia!


Música da semana

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