segunda-feira, julho 28, 2014


Sobre as palavras | 5 coisas que eu aprendi lendo

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Aprendi a identificar relacionamentos furados com Clarissa Corrêa. Resgatei fatos históricos e mergulhei numa doença terminal com John Green. Viajei à Carolina do Norte algumas vezes com Nicholas Sparks. Mergulhei no mundo fashion e nas noitadas (e algumas furadas!) com Marian Keys e Sophie Kinsella. Caramba, já aprendi um monte com livros! Registrei, aqui, alguns aprendizados sobre a escrita dentro dos próprios livros... Especialmente para os leitores que, assim como eu, amam o mundo das palavras.

♥♥♥

1• Nossas experiências pessoais enriquecem a nossa escrita
É simples: basta pensar em algo que você goste muito ou em um fato que tenha marcado a sua vida. Pense nos detalhes, nas falas, nos seus sentimentos e em tudo o que você poderia escrever sobre isso. Na escrita, somos facilmente influenciáveis por nossos gostos, pontos de vistas, hobbies e pela nossa realidade.

Trecho do livro
De todo jeito, o Sr. Barlow sempre lhe dizia que a melhor escrita vem da experiência pessoal. “Somente sendo você mesma é possível ser mais que você mesma”, ele gostava de dizer sempre que lia seus rascunhos. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, páginas 40-41)


2• Escrever é uma forma de viajar
... E um ponto de fuga. Podemos nos distanciar da realidade, explorando lugares inimagináveis, sociedades ou criaturas diferentes e possibilidades infinitas. Lendo e escrevendo, nos transportamos para lugares mais leves, fortes, grandiosos... Uma verdadeira maneira de descobrir o mundo, explorá-lo e criar o seu próprio. Quero fazer mochilão de palavras!

Trecho do livro
Escrever, lógico, me oferece várias oportunidades de fuga. Estou onde estou, fisicamente, mas também não estou: inventando meu próprio lago, pátio, horizonte. (Martha Medeiros, trecho do livro ‘A graça da coisa’, página 10)


3• Na escrita, somos todos corajosos
A escrita pode ser o pronunciamento das palavras que nunca falaremos em alto e bom som. Sabe aquela vontade imensa de gritar os seus anseios, medos, alegrias e inseguranças? Ela pode ser preenchida em uma folha em branco - coisas que jamais diremos (ou estão aprisionadas em nós) tem a válvula de escape da escrita. Escrever, muitas vezes, é mais fácil (uma ótima oportunidade de desabafo, em muitos casos).

Trecho do livro
Eu escrevo mais do que falo. Olho para a página em branco. As linhas azul-claras gritam para serem preenchidas. (Karen Harrington, trecho do livro ‘Claros sinais de loucura’, página 44)


4• Escrever é reviver. Guardar um texto, uma eterna lembrança
Na escrita, nada é perdido. Nem mesmo as dores e desentendimentos. Semelhantemente ao que acontece ouvindo uma música triste ou feliz, ao escrever um texto, estamos nos expondo, vivendo e sentindo tudo aquilo de novo... O resultado é uma eterna lembrança (para aqueles que guardam os seus textos).

Trecho do livro
— Não se castigue — a menina a ouviu dizer outra vez. Mas haveria castigo e sofrimento, e haveria também felicidade. Em escrever. (Markus Zusak, trecho do livro ‘A menina que roubava livros’, página 455) 


5• Escrever é prestar solidariedade: à si mesmo e aos outros
... Afinal, há muita gente sentindo ou passando pelo mesmo que você agora. Identificar-se em um livro ou texto é uma maneira sutil de pensar ‘ufa, eu não estou sozinho’. Escrever é isso: um alívio - ao artista e ao leitor; Àquele que expulsa tudo o que sente na folha, àquele que encontra alguém que o compreenda.

Trecho do livro
“E daí? E daí que a dor sobre a qual você escreveu ano passado não é o que você está sentindo hoje? Pode ser exatamente o que a pessoa na primeira fila está sentindo. O que você está sentindo agora, e a pessoa a quem suas palavras talvez afetem daqui a cinco anos — é por isso que se escreve poesia.” (Colleen Hoover, trecho do livro ‘Métrica’, página 229)

Imagens: Carolina Barboza; Just Carol; @blogjustcarol

O que vocês já aprenderam lendo? Identificaram-se com algum aprendizado? 


        Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
        preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
        Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
        lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
        A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
        Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê? 
(Paulo Leminski, trecho do livro ‘Toda Poesia’, página 218)


domingo, julho 27, 2014


Resumo + Instagram da Semana

1

Brasil sobe uma posição no ranking do IDH. Paris é primeiro destino mundial. Turistas brasileiros são os que mais gastam em Paris. Dois desastres aéreos acontecem. E, no meio disso tudo, perdas literárias (Rubem Alves, João Ubaldo e Ariano Suassuna) - perdas em parte, já que as palavras ficam. Nada é mais reconfortante do que a vida e aquele ‘impulso’ de continuar buscando, torcendo e lutando sempre que possível... Experiências, reconhecimentos e lembranças ficam. Que o céu ganhe uma linda história contada por grandes nomes e sábios desse mundo! Vamos relembrar os posts da semana que passou? O que você mais gostou de ver por aqui?

Quinta-feira: Resenha: As herdeiras #1 


Instagram da Semana @blogjustcarol
Japanese food * Leitura atual * Meu humor que nem minion roxo no domingo à noite! rsrs * Stabilo♥ * Eu-franjinha * Livro em quadrinhos ‘Três sombras’ * Marcador de páginas ‘Got books?’ novo♥ * Look com sobreposição no blog * Decoração do meu quarto!
Ai, e a dieta? * Resenha da semana * Dalcio Machado para o Correio Popular * Ai, e a dieta? (2) * Selfie no fim do expediente! * Desconto na Livraria da Vila♥


Música da semana



sábado, julho 26, 2014


Pensamento do Dia | Quero ser escritor

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[25 de julho, dia do escritor]
Imagem: Confessions of a beauty queen

— Peraí — disse ela. — É O grande Gatsby?
Ele ficou imóvel e levantou o olhar para ela, surpreso.
— É.
— Que engraçado — disse ela. — Também estou lendo. Estou meio que obcecada por ele.
— Eu também. — Ele tirou o livro da mochila. Seu exemplar estava ainda mais amassado e surrado que o dela. — Terminei faz um tempo, mas ainda carrego comigo — disse ele, folheando as páginas. — É como se fosse um pé de coelho ou coisa do tipo. — Ele deu de ombros, tímido. — Quero ser escritor. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, página 34)


sexta-feira, julho 25, 2014


Sexta-Fashion: Inverno clichê

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‘Agora que está frio, o pessoal começa a tirar o preto do armário...’

Comentário típico.

De fato, vestimos tons mais escuros e sóbrios: cinzas (não vou fazer aquela piadinha de 50 tons...) e preto ganham vez. Mas... E se fosse preciso investir em novas peças ou - mais trabalhoso ainda - num guarda-roupa inteiro de inverno? O que seria preciso comprar?

Muito preto, muito branco e um pouco de jeans (para um inverno - definitivamente clássico e clichê).


O que um guarda-roupa *clichê* de inverno deve ter?, por Carol Barboza
• 3 calças jeans (sugestão: de lavagens diferentes)
• 1 calça legging preta
• 1 calça social preta (a modelagem que favorecer o seu corpo)
• 1 calça meia calça preta (já que ela multiplica!! o poder de combinação dos looks - entenda)
• 3 camisas (uma preta, outra branca e uma jeans)
• 2 camisetas lisas básicas (uma preta, outra branca)
 2 tricôs em tom neutro (ou 1 tricô e 1 cardigan, como preferir) 
• 1 blazer preto
• 1 jaqueta de couro (fake, ok?)
• 1 jaqueta jeans
• 1 scarpin preto
• 1 sapatilha neutra (nude, preta, branca, bicolor nesses tons)
• 1 bota preta (cano curto ou longo, como preferir)
• 1 bolsa preta


Mas... Por que tanta coisa?
Na verdade, esse tal ‘guarda-roupa de inverno’ contempla muito do que devemos ter como base para todos os looks. É regra básica: antes de comprar um scarpin vermelho, leve um par preto. Cores neutras aumentam a capacidade de combinação entre as cores neutras e com os demais tons e estampas do closet. No caso dessa lista que sugeri, os sapatos e as camisas/ camisetas também podem ser usados no verão. Tendo um bom ‘suporte’ - isto é, o básico da moda - dá para investir em acessórios diferentes e peças de alguma ‘tendência’/ época específica.

E agora... No dia a dia?
Quando as peças são clássicas, o que determina um look mais básico dos mais elaborados (para ocasiões formais, por exemplo) é, basicamente, a escolha dos acessórios (e a combinação das peças).
Para o dia a dia, convém apostar em tricôs, camisas, botas e sapatilhas, opções bem práticas e fáceis. Calça jeans, legging e jaqueta jeans também são escolhas leves e descontraídas. Se for o caso de escolher um look chic (/ elegante), opte por cortes e composições clássicas - camisa + blazer + calça preta social + scarpin - e acessórios finos (uma corrente/ gargantilha de prata), ousados (um maxi colar) ou discretos (colar de pérolas) conforme a finalidade.

A vez das estampas: listras
‘E se eu já tenho todos os itens básicos e quero apostar em estampas que sejam clássicas e permitem muitas combinações?’. Listras são as primeiras da fila (apenas atente-se aos modelos muito justos no corpo ou à direção das listras - as verticais alongam a silhueta). Além dessa opção, as bolinhas (polka dots, Poá...) são de fácil composição (e elegantes em qualquer ocasião).

Cansei de ser básica: quero inovar
A mesma cartela de cores pode ser usada para combinações mais despojadas, que misturam formas e estilos em visuais ousados. Saias longas ou vestido + jaqueta + botinha, por exemplo, fogem do convencional e são boas opções de look.


Vocês optam por vestir-se ‘clichê’ durante o inverno ou são mais ousadas(os)?

Eu gosto das coisas em preto e branco. Preto e branco é mais fácil de entender. Cor demais confunde a cabeça da gente. (Kathryn Erskine, trecho do livro ‘Passarinha’, página 81)


quinta-feira, julho 24, 2014


Resenha: As herdeiras #1

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[Elas não queriam a fama, mas nasceram com ela]
Título: As herdeiras
Autora: Joanna Philbin 
Editora: Galera Junior (selo do Grupo Editorial Record)
Número de páginas: 304
Classificação pessoal: ♥♥♥♥♥ (muito fofo!)
Assuntos abordados: autoestima, fama, moda, relações familiares (pais e filhos)
Ideal para ler... Durante as férias, em um fim de semana ou feriado prolongado, entre leituras mais ‘sérias/ pesadas’ para distrair e relaxar.
As câmeras, ainda que familiares, nunca deixaram de assombrar Lizzie. Filha da supermodelo Katia Summers, a garota - diferentemente da mãe - se vê entediada e ‘invadida’ por fotógrafos, jornalistas, paparazzis e estilistas quando a acompanha em Fashion Weeks, ou eventos de moda em geral. Lizzie Summers estava onde normalmente ficava quando saía com a mãe — por perto, escondida em meio à multidão, seguramente fora de foco — e observava a supermodelo mais famosa do mundo deixando os paparazzi loucos. (página 9) Fica claro - para si mesma e todos à volta - que Lizzie não herdou a personalidade extrovertida, nem tampouco a beleza da mãe; Aliás, não são parecidas: ela é ruiva (enquanto Katia desfila as loiras madeixas) e deseja ser escritora.
Para driblar a fama da família e a rotina - nada comum!, Lizzie conta com o apoio inabalável de duas melhores amigas: Carina e Hudson. Juntas, o trio tem muito a compartilhar: a carreira bem sucedida (e nada anônima) dos pais. Lizzie achava que era porque as três tinha um enorme ponto em comum: as três sabiam o que significava ter a vida dividida em duas partes: a pública e a privada. Até fizeram regras próprias para lidar com isso. (página 12) Lizzie, Carina e Hudson têm quatorze anos e ocupam a maior parte da narrativa em ‘As herdeiras’, que intercala particularidades, aflições e alegrias de cada uma (com foco para a Lizzie!). Carina, a loira do trio, é supercorajosa e aventureira (daquelas que curtem surfar, praticar snowboard ou montanhismo) e Hudson é super estilosa e está embarcando na carreira de cantora (seguindo os passos da mãe, uma famosa cantora pop).
Durante um evento de moda, acompanhada da mãe, Lizzie tem de lidar com um contratempo e uma confusão enorme; Um imprevisto que mais tarde abriria o olhar das pessoas para a ‘Nova Beleza’ de Lizzie, e despertaria a atenção de uma fotógrafa de modelos exóticos. — É claro que o outro tipo de beleza ainda está muito em voga. O tipo de beleza que vemos na Vogue ou na InStyle — continuou Andrea. — Mas tem algo a mais acontecendo agora. — Ela cruzou os braços torneados e sorriu. — Algo que eu chamo de Nova Beleza. (página 90) Aos catorze anos, com todos os dramas da escola e o reencontro de Todd, um antigo amigo, Lizzie tem de lidar com a carreira inesperada de modelo, o sonho de ser escritora, os estudos (e o grupo mala das patricinhas de sua sala), o próprio coração e a sua autoconfiança.
Elas viraram para leste na rua Spring e caminharam em direção a NoLIta. Lizzie amava o SoHo — as ruas de paralelepípedo, os armazéns antigos, a mistura de turistas, artistas e modelos. Um homem saiu da padaria Balthazar com uma bisnaga de pão francês e subiu na bicicleta, como se ali fosse Paris. (página 85) Além de explorar os cenários, o lifestyle e clima nova-iorquino, a autora Joanna Philbin nos dá várias referências literárias, já que alguns personagens (como a Lizzie!) são apaixonados pela escrita e literatura (não é um amor quando livros falam de livros?!). Algumas ‘indicações’ que aparecem no decorrer do livro são ‘O grande Gatsby’, ‘O velho e o mar’, ‘O apanhador no campo de centeio’, ‘Nove estórias’ e ‘Suave é a noite’.
A leitura cheia de detalhes e referências - de moda, literatura, decoração e lugares - é fluida, composta por pitadas de dramas leves (de adolescentes), um pouco de romance e alguns trechos engraçados. Também permite reflexões sobre autoconhecimento e confiança, fama e relações (às vezes conflitivas!) familiares. — Sabe de uma coisa? Este é o ano de enfrentarmos nossos pais — anunciou Lizzie. — Você precisa fazer com que seu pai saiba que está sendo injusto, Hudson precisa fazer o álbum que quer fazer... (página 166) ‘As herdeiras’ é o primeiro livro da série de mesmo nome; Uma ótima distração em estilo Gossip Girl adolescente com muito glamour. ♥

Vocês já foram à Nova York? Saberiam administrar a fama?

Aquela deliciosa sensação de deixar rolar, de tirar a mão do volante, de ser você mesma — sem crivos, sem uma voz na sua cabeça lhe dizendo não. Levou as mãos à cintura e mirou na câmera. Deixou seu sorriso dissipar-se. (Joanna Philbin, trecho do livro ‘As herdeiras’, página 124)


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